Leminski

um bom poema
   leva anos
cinco jogando bola,
   mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
   nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
   quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
   dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
   caminhando junto

Sorry

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Olhei bastante tempo para a foto. “The girlfriend of Chelsea owner Roman Abramovich has said sorry after sitting on a chair made to look like a half-naked black woman on Martin Luther King Day”. Sim, Dasha Zhukova disse “sorry”. E disse mais: “I utterly abhor racism, and would like to apologise to anyone who has been offended by this image”.

Tudo bem, Dasha, tudo bem. Todos nós que detestamos o racismo podemos um dia cometer o deslize de sentar numa “cadeira” que somente o racismo explica? É melhor continuar olhando a foto. Tentar juntar na cabeça as informações todas. O olhar tranquilo. As roupas básicas. As mãos calculadamente pousadas. O quadro simpático ao fundo. Não fosse pela cadeira, nem mesmo o mobiliário denunciaria que ali está a namorada de Roman Abramovich. Tudo tão simples, tão limpo.

Aliás, Roman não é apenas o dono do Chelsea. É também do CSKA, além de alguns barcos e aviões que nem mesmo o mais otimista dos cantores do Funk Ostentação imagina ter um dia. Mas Roman também sofre com infinitas acusações de que sua fortuna (um pouco mais de 12 bilhões de dólares) começou e se multiplicou de modo pouco elogiável: desvios, subornos, chantagens, sonegações, contrabandos, um conjunto de travessuras (sorry!) que fez Roman saltar dos processos de privatização soviéticos para os mais altos degraus da lista da Forbes.

O namorado de Dasha não nega tudo, mas também não chega a se preocupar com as acusações. Lá do alto de sua fortuna, Roman deve mandar, como uma Valeska Popozuda elevada a potências inimagináveis, o seu “beijinho no ombro” para os invejosos. “Late mais alto que daqui eu não te escuto”. Fico imaginando que tipo de costumes lá do camarote fazem com que uma mulher-cadeira – negra e amarrada – não tenha despertado em Dasha, antes de sentar, deixar-se fotografar e publicar a imagem, o seu proclamado ódio ao racismo… Escapou? E é bem provável que Dasha já tenha esquecido do episódio, tão rapidamente quanto apagou do Instagram a foto. Ora, o que é a consciência comparada ao Instagram?

Pena, pena mesmo é que hoje em dia esse povo das redes sociais e blogs não para de xingar quando dizemos “sorry”. Gente chata, gente que descontextualiza, gente que insiste em manter circulando esses assuntos incômodos, como se fosse um absurdo decorar a sala com um objeto em forma de mulher negra subjugada depois de tantos séculos em que mulheres e negros não puderam ser mais do que objetos. Pura inveja, pura maldade. Pobre Dasha.

 

Mirror: http://www.mirror.co.uk/news/world-news/roman-abramovich-girlfriend-dasha-zhukova-3046971#.UubMjtJTtp8

Os 30 anos do MST e a crítica do direito

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Por ocasião dos 30 anos do MST, nesta data, publico aqui (abaixo do desenho incrível de Niemeyer) o prefácio que escrevi para a segunda edição de Direito e Ideologia, livro em que reflito, a partir dos sentidos da função social da propriedade rural, sobre os limites do direito como instrumento de transformação social. Lá vai:

DIREITO E IDEOLOGIA: prefácio à segunda edição

É com muita alegria e alguma surpresa que apresento esta segunda edição de Direito e Ideologia. O livro, que reproduz a dissertação de mestrado defendida em 2007 na Faculdade de Direito da USP, tem me proporcionado diversas oportunidades de falar sobre o tema – pessoalmente ou por escrito – para grupos de diversas partes do país, estabelecendo relações muito ricas de debate e multiplicação das preocupações que caracterizam a obra e certo percurso militante a que ela pertence.

Decidi manter, também nesta edição, o texto como se tornou conhecido, porque acredito que nele se encontra o primeiro desenvolvimento de ideias que enfrentei no doutorado – a ser editado em breve sob o título Ambiguidade e Resistência – e, mais que tudo, ideias que pretendo continuar aperfeiçoando em novos estudos. É por esta razão que acresço à edição um novo prefácio, com o intuito específico de contrastar parte das reflexões de Direito e Ideologia com as conquistas que julgo ter feito no período de formação que se iniciou imediatamente após o mestrado.

A leitura atual do texto revela uma hesitação que pretendo ter superado: em muitos pontos, talvez nos principais argumentos da dissertação, tratei das possibilidades de usar o direito para a transformação social como um “isso ou aquilo”, caindo numa cilada característica de grande parte do debate marxista, para o qual algo – o direito, o Estado etc. – que é incapaz de realizar a completa transformação social não é digno de ser considerado do ponto de vista revolucionário. É sempre conservador.

Minha hesitação, então, devia-se ao fato de não perceber que entre essas duas possibilidades – a revolução e a conservação –, que podem ser pacificamente distintas do ponto de vista teórico, colocam-se outros elementos que a realidade histórica não permite desconsiderar. Afinal, não há nada que interesse mais à classe dominante do que a convicção dos dominados quanto à sua situação ser imutável, o que me faz – com Marx – valorizar as lutas sociais com todos seus erros e acertos.

Desse modo, aquela hesitação também se coloca entre o compromisso político e a perfeição conceitual, mas me parece, cada vez mais, que optar, aí, pela pureza teórica é tomar a via que sempre deveria ser atacada por um marxista. Marx jamais dormiria tranquilamente sabendo que chegou à conclusão de que a revolução é impossível, neste ou naquele momento, e, portanto, não há mais nada a fazer. Nele e nos mais radicais entre os marxistas, a pergunta “o que fazer?” nunca se contentou com uma resposta simplesmente teórica, ainda mais se esta resposta fosse “nada”.

Creio, neste sentido, que a pergunta que a crítica do direito deve fazer constantemente é: “o que fazer, contra o capital, com o direito?” – e aqui também não se deve aceitar como resposta um “nada”, pois equivaleria a assumir também uma posição prática conservadora, ainda que alimentada por leituras críticas. Entendo que, por mais que esteja com razão a teoria que denuncia o caráter conservador de quaisquer direitos, esta posição não pode servir à condenação das práticas concretas em que o direito sirva como instrumento para reivindicações políticas dos oprimidos.

Distinguir teoria e prática, neste ponto, é indispensável. Tomar o partido dos oprimidos, na prática, também é indispensável. Mas mais indispensável ainda é não permitir que as certezas da teoria impliquem uma postura que, em termos práticos, coincide com – e apenas com – o que interessa aos opressores no curso das lutas próprias ao desenvolvimento da sociedade burguesa, pois é certo que desistir das lutas pontuais multiplica as dificuldades para enfrentamentos mais amplos.

De certo modo, acho que tal preocupação une os trabalhos que escrevi até aqui e, não obstante a pergunta ficar mais simples a cada pesquisa, a resposta tem sido cada vez mais difícil, uma vez que a intenção de extrair algum sentido transformador do direito se depara, a cada época, com dificuldades novas que decorrem da capacidade da ordem burguesa de absorver até aquilo que é feito para sua contestação. Se esta é uma razão forte para descrer da tarefa, é também a prova de sua necessidade.

Entendo ter neste momento melhores condições de identificar para qual direção devo orientar minhas críticas. Acreditei, durante os anos de pesquisa para este trabalho, que o alvo das críticas deveria ser o discurso abertamente conservador com que se justifica a atuação da imensa maioria de nossas autoridades e juristas. No entanto, se este não deixa de ser um alvo importante, junto a ele deve ser colocado o desafio de abrir, no interior das teorias ditas progressistas e mesmo nas posturas mais críticas, novas formas de colocar o direito a serviço da transformação possível nos limites da formação social capitalista e, assim, tentar forçar tais limites.

Assumir este compromisso não exige abandonar a convicção de que o direito, como um todo, serve à reprodução do capital e que apenas em aspectos pontuais contraria os interesses dos capitalistas (direitos dos trabalhadores, tributação das atividades econômicas, regras públicas para o mercado etc.). Por mais que tais medidas contrárias aos interesses específicos de capitalistas individuais não signifiquem contrariar o capitalismo – pois protegem o capital de si mesmo – o que defendo é que a luta contra o capital passa por essas medidas paliativas.

Do ponto de vista teórico, a primeira mudança significativa é abandonar um vício da teoria jurídica que mesmo os críticos, talvez inadvertidamente, conservam. Refiro-me a considerar que o momento de produção de normas jurídicas – no legislativo e na aplicação judicial – é o ponto crucial para compreender o direito. Esta é uma abordagem comum mesmo a alguns marxistas, que talvez por isso incorreram em simplificações perigosas da relação entre direito e realidade social.

Ao repetir a abordagem tipicamente positivista – que, para um autor positivista, cai como uma luva –, a crítica do direito condena a si mesma a trabalhar com um número limitado de questões, enfrentando o inimigo em seu terreno e segundo suas regras. A concepção de que o direito é um conjunto de normas que tem por destino último chegar às mãos dos juízes, que extraem da norma geral a decisão para o caso particular, deve ser a primeira construção a ser desfeita pela crítica.

Interessa-me, neste sentido, pensar o potencial que os direitos assumem em contextos mais amplos do que o dos tribunais e fóruns, principalmente como marcos políticos que grupos sociais, em determinados momentos da história, reivindicam na forma de direitos, visando melhorar suas condições existenciais. Não tanto pelo que significam tais direitos para a sociedade em geral, mas para um determinado grupo que vislumbra nos direitos a oportunidade de melhorar concretamente sua vida.

É com esta intenção que estudei o caso específico da luta pela terra, pois não me parece possível entender o fato de termos inscrito um programa de reforma agrária em nossa Constituição separadamente da luta concreta de movimentos sociais por medidas que correspondem, na realidade do campo, ao que diz o texto constitucional. Reduzir – como reconheço ter reduzido em certas passagens da dissertação – a luta pela reforma agrária a uma luta pela efetivação de um direito diz muito pouco sobre as complexas interações que surgem quando pessoas se organizam para lutar.

Talvez pelo preponderante caráter jurídico do instituto da função social da propriedade, minhas indagações muitas vezes foram levadas às estreitas questões da teoria do direito e posso ter negligenciado a problemática à qual estão entretecidas as reivindicações dos movimentos sociais. Que o MST, por exemplo, não se deixe converter em algo “jurídico”, resistindo à formalização do movimento social como uma organização política, é exemplar do tipo de consciência que também ao crítico do direito é apropriada. O vício do jurista, acima referido, faz com que somente consiga pensar sobre o MST como sujeito de direito, participando de relações jurídicas cujo traçado é todo dado por normas e, inevitavelmente, desembocam em duas “gavetas”: licitude ou ilicitude. Não há nada fora delas – e o jurista se realiza quando domina (ou é por ela dominado) a técnica de encaixar nessas gavetas tudo quanto existe.

Servil ao direito e à sua forma de lidar com a realidade, a consciência do jurista – e, de certo modo, boa parte da consciência social que por ela é contaminada – aceita tranquilamente a criminalização de todos os atos que os movimentos sociais praticam e, sem os quais, não teria razão nem condições de existir. Diante disso, visando blindar sua forma peculiar de proteger os desequilíbrios sociais próprios do capitalismo, a teoria jurídica burguesa acusa qualquer pensamento crítico de cometer simplificações que são incompatíveis com a riqueza das categorias jurídicas. Este livro não é uma resposta a esta acusação, mas talvez seja a sua confirmação, tendo em vista que fiz questão de romper com as compartimentações típicas da dogmática jurídica, que tudo solucionam juridicamente para não solucionar na realidade. Minha missão é outra.

Por fim, devo dizer que tenho por certo que a questão agrária não perdeu sua atualidade. Pelo contrário, o fato de que seja crescente a dificuldade da luta pela terra (basta ver como se tornou comum matar lideranças do MST) denota a necessidade de continuar promovendo debates e ações que visem modificar a forma como se organizou historicamente a propriedade rural em nosso país, com suas consequências para a concentração da riqueza, a produção de alimentos, a preservação ambiental etc. Se, com as palavras que coloquei nas próximas páginas, puder ser útil para essa luta, terei dado algum sentido para os anos de estudo até aqui. E daqui em diante.

§

O livro? Você encontra aqui:

http://editora.expressaopopular.com.br/livro/direito-e-ideologia-%E2%80%93-um-estudo-partir-da-fun%C3%A7%C3%A3o-social-da-propriedade

Souto Maior e o rolezinho da FIFA

A exemplo de muitos integrantes do “rolezinho”, talvez a FIFA assim o considere, ou seja, que vai apenas dar uma passeadinha no Brasil, fazer “rolar” uns joguinhos, e dar umas festinhas, com a diferença, no que se refere aos participantes do “rolezinho”, de que ainda pode ir embora com algum dinheirinho…

 

O “rolezinho” da FIFA no país de Pedrinhas em Estado de Exceção Permanente

D. Luiza e nossas certezas

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http://g1.globo.com/globo-news/manhattan-connection/videos/t/todos-os-videos/v/empresaria-fala-sobre-comercio-e-economia-no-brasil/3088745/

Vocês viram a entrevista da D. Luiza no Manhattan Connection? É para rir muito, mas também dá o que pensar. A certa altura, Diogo Mainardi, após ser corrigido pela empresária, rejeita as informações que ela promete passar sobre dados que ele havia citado. Diz o “jornalista”: “Me poupe, por favor, Luiza” (aos 6m20s do vídeo). Pois bem, devo confessar que não sei se ela está certa ou errada quanto aos dados, mas me chamou muito a atenção um jornalista recusar informações que poderiam afetar a sua opinião. Cabe perguntar: é um traço de nossa época? 

Não consigo imaginar uma sociedade que saiba tão claramente quanto a nossa separar o joio do trigo. Em outras palavras: uma sociedade que saiba afirmar, à queima-roupa, quem merece isso, quem merece aquilo. Uma sociedade que tem a faca sempre afiada para premiar e punir segundo critérios inquestionáveis.

As cabeças de presos anônimos estão espalhadas pelo corredor da prisão? Mereceram. Jovens são expulsos do shopping porque decidiram fazer algo além de comprar lá? Mereceram. Jovens são mortos aleatoriamente na periferia após a morte de um policial? Mereceram. Condenados são submetidos a tratamentos absolutamente incompatíveis com o que está na legislação? Mereceram.

E há, claro, outro lado nessa moeda: é oferecida uma oportunidade de trabalho como parte do tratamento a viciados? Absurdo. Aqueles que supostamente pagam menos impostos são beneficiados por alguma política pública? Absurdo. Determinados grupos recebem a proteção ou algum estímulo das leis? Absurdo. Alguém discorda de que tais coisas são absurdas? Sumo absurdo!

Pois é, uma vez que são inquestionáveis os critérios desses vereditos todos, discordar talvez seja o maior pecado de nossa época. Já que não sabemos ou não queremos lidar com os problemas reais, ao ensurdecer diante do que poderia abalar nossas certezas evitamos ao menos o efeito que poderiam ter em nossa consciência. Buscamos, desesperados, um anestésico. Já que a selva está cada vez mais escura e não vemos sol nem saída, buscamos um abrigo. E uma lanterna.

Ao aderir rapidamente ao veredito vapt-vupt sobre os fatos, muitas vezes expresso num pôster qualquer que se curte e compartilha, somos presenteados, de um lado, com certa facilidade para passar distraído em meio a problemas que, com um pouco mais de atenção, nem mesmo saberíamos por onde começar a entender e, de outro, pagamos o alto preço desse falso presente: ter uma dificuldade cada vez maior para lidar com problemas que não param de se multiplicar ao nosso redor. Melhor dizendo: em círculos assustadoramente próximos a nós, seja você quem for, imagine-se o que bem quiser.

Esta espécie de bloqueio à reflexão pode ajudar a entender porque, diante da notícia da violência brutal contra alguém que não tenha exatamente nossas mesmas características (sociais, econômicas, culturais etc.), há quem consiga afirmar que “ele deve ter feito por merecer” e, mesmo os que são mais “moderados”, lamentam a barbárie, mas não conseguem imaginar os fios que ligam aquele fato a outros até enredar a todos nós. Num e noutro caso, o saldo é praticamente o mesmo: continuaremos assistindo a fatos que garantem a reprodução e, normalmente, a exacerbação dessas mesmas posturas.

Do outro lado, entre aqueles que tentam chamar a atenção para o fato de estarmos todos no mesmo barco (o que nos obrigaria a reconhecer vínculos de solidariedade bem mais concretos do que qualquer campanha da fraternidade é capaz de revelar), há o hábito meio inocente de pedir que o interlocutor “se coloque no lugar do outro”. Eis uma coisa difícil numa sociedade especializada em dinamitar as pontes que poderiam persistir entre o que pretensamente acreditamos ser o “nosso lugar” e o “lugar do outro” – um lugar não-nosso.

Se cada um se dedica a cuidar do que é seu, é quase natural que cada um deteste, não apenas aquele que eventualmente tente pôr as mãos no que é seu, mas também quem não cuida apenas do que é seu. O “meu problema” está circunscrito a tudo que posso chamar de “meu”, ou seja, é “meu problema” apenas porque, antes de ser “problema”, é “meu”. (Talvez venha daí nossa dificuldade com participação política e, ao mesmo tempo, o cheque-em-branco que costumamos confiar àqueles que vão para a política apenas para defender o que é seu.)

O debate sobre os rolezinhos, por exemplo, revelou a certeza absoluta que muita gente tem sobre a distinção entre público e privado, principalmente para afirmar que, em espaço privado, o dono faz o que bem entende. Vocês sabem: já faz muito tempo que o dono das coisas não pode fazer o que bem entende com elas, ainda mais se essas coisas despertarem algum interesse mais amplo da sociedade.

Mesmo o direito, sempre tão “atrasado” nessas transformações, dá diversas provas de que as concepções isoladas de público e privado foram para o espaço, basta ver as exigências ambientais, a proteção às relações de trabalho etc. No entanto, o debate e principalmente as opiniões mais duras passam ao largo de todos esses possíveis desmentidos que a realidade poderia oferecer.

Hoje, quando temos a oportunidade de trocar informações rapidamente e sem os filtros todos que Diogo e sua turma sabem muito bem instalar em qualquer assunto (daí a alegria que nos dá quando algum convidado, ao vivo, não corresponde às expectativas…), será uma pena fecharmos os ouvidos para informações que possam abalar nossas convicções e os vereditos que nos confortam. Pelo contrário: deveríamos implorar para que D. Luiza, seja ela quem for, não nos poupe de informação alguma!

Sorteio de livros

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Este blog já teve quase 20 mil visualizações em uma semana (!!!) e dá até certo mal-estar comemorar, porque certamente isso se deve à repressão aos rolezinhos e à morte brutal de um jovem em SP. De todo modo, não posso negar que ser lido dá um pouco mais de força para continuar escrevendo, tentando intervir, de alguma maneira, nesses debates espinhosos.

Para agradecer a quem passou por aqui, vou realizar o sorteio de 4 livros da coleção Direitos e Lutas Sociais (Dobra/Outras Expressões): Justiça de Transição, de Renan Quinalha; Direito e Ideologia, de Tarso de Melo; Direito e Saúde Global, de Deisy Ventura; e Crítica da Tecnologia dos Direitos Sociais, de Flávio Batista. O pacote vai para uma pessoa só.

Quem quiser participar, deve apenas dizer, nos comentários desta postagem, eu quero e deixar seu email. No dia 25 de janeiro divulgarei o resultado. (Na verdade, estou copiando o sorteio que um amigo realiza no facebook… se tiver mais de um interessado, terei que perguntar pra ele como faz o sorteio…)